terça-feira, agosto 15

May I?




Kevin Ayers: May I? (Puis-je?)

sábado, maio 13

Segurança social debatida em Fátima

Palavras-chave de «Guardar Castidade», «tema anual do santuário de Fátima»: vícios, semiprostituição, valeta, esterilidade, castidade, sustentabilidade.

Pulo do Lomba

Fichas: da fama já ninguém me livra, embora seja algo exagerada. Mas de alguns gosto. Como deste: «Nós, os rebuscados, preocupamo-nos sempre com a linguagem sobretudo quando nem a linguagem nos favorece.»

sexta-feira, maio 12

A Europa de saia travada


quarta-feira, maio 10

Varinha mágica

Paulo Gorjão e Tomás Vasques referiram-se ao renascimento do Diário da República (a versão electrónica gratuita do jornal oficial) e foi um fartote de visitas. É bom rever os amigos, mesmo quando se está em dívida, como eu estou em relação ao Paulo.

A forma e a substância

Faziam publicidade 24 horas por dia. O Ministério Público, a CMVM e o Banco de Portugal andavam intrigados há mais de um ano – mas não sabiam como os agarrar, porque o negócio deles era «investimento em bens tangíveis». Em Portugal, adianta o Público, podem ter-se evaporado mil milhões de euros de poupanças. As autoridades espanholas foram directas à substância do negócio. Acusados de fraude, foram encerrados os escritórios da Afinsa e do Fórum Filatélico – e detidos nove responsáveis das empresas. Afinal o desastrado ministro das Obras tem alguma razão para ser um «iberista confeso». E o ex-embaixador em Madrid e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Martins da Cruz, administrador de uma empresa do grupo Afinsa, que costuma falar muito, ainda não deu um ar da sua graça.

EL PAIS abre un blog para los afectados por la estafa filatélica.

Antecipada a peregrinação ao Santuário

Não consta que tenha havido interferência da irmã Lúcia. Ainda assim, a Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - que, em poucos meses, já deu provas de como se inspecciona a sério - decidiu dar uma mãozinha ao Santuário. Expediu «52 brigadas da Autoridade e mais de 150 inspectores, com o objectivo de evitar que a má fé dos comerciantes prejudique os fiéis que chegam a Fátima.» Passados a pente fino «lojas, restaurantes e hotéis», a ASAE verificou que a taxa de incumprimento, designadamente pela venda de produtos fora do prazo de validade, ronda os 48 por cento. Cuidar dos milagres dá trabalho. É bom que as casas de comes & bebes que circundam o Estádio do Restelo conheçam o calendário das iniciativas das Testemunhas de Jeová. Um Estado laico trata de igual forma todas as confissões.

Freud visto de fora

O Ivan fez uma excelente síntese do chinfrim que percorreu os jornais a propósito da comemoração dos 150 anos do nascimento de Freud [como o tempo passa depressa]. Acrescento dois depoimentos antagónicos:

Richard P. Feynman:

«(…) a psicanálise não é uma ciência: é quanto muito um processo médico, e talvez mais semelhante a coisa de curandeiros. Possui uma teoria sobre o que causa as doenças e outras coisas – muitos “espíritos”, etc.. O curandeiro tem uma teoria de que uma doença tal como a malária é causada por um espírito que vem pelo ar; ela não se cura agitando-se uma cobra sobre a cabeça do doente, mas o quinino ajuda no caso da malária. Por isso, se estiverem doentes, eu aconselharia que fossem ao curandeiro porque ele é o homem da tribo que mais conhece sobre a doença; por outro lado, os seus conhecimentos não são ciência. A psicanálise não tem sido cuidadosamente verificada pela experimentação, e não há modo de se descobrir uma lista do número de casos em que ela resultou, e do número de casos em que não resultou, etc..»

Seis Lições sobre os Fundamentos da Física, Presença, Lisboa, 2000, pp. 89-90

Louis Althusser:

«(…) antes de Marx, apenas dois grandes continentes tinham sido abertos ao conhecimento científico por cortes epistemológicos contínuos: o continente Matemáticas com os gregos (por Tales, ou o que o mito deste nome designa) e o continente Física (por Galileu e os seus sucessores). Uma ciência como a química iniciada pelo corte epistemológico de Lavoisier é uma ciência regional do continente física; toda a gente sabe agora que é aí que a química se insere. Uma ciência como a biologia que há apenas uma dezena de anos terminou a primeira fase do corte epistemológico iniciado por Darwin e Mendel, integrando-se na química molecular, entra também no continente física. A Lógica, na sua forma moderna, pertence ao continente Matemáticas, etc.. Em compensação é provável que a descoberta de Freud abra um novo continente, que apenas começámos a explorar.»

Lenine e a Filosofia, Estampa, Lisboa, 1970, pp. 31-32

terça-feira, maio 9

Quando os fios da marioneta estão à vista

Chegado o momento da verdade, Portas confrontava-se com o seguinte dilema: ou deixava o jogo prosseguir e Ribeiro e Castro caía às mãos do jovem Almeida, provocando uma cisão entre o CDS e o PP, ou fazia retirar da sala um ou dois batalhões no momento da votação, para não permitir o abandono de Ribeiro e Castro. Optou naturalmente pela segunda hipótese, fazendo sair da Batalha 200 a 300 infantes, que só regressaram ao campo de batalha para votar para a «comissão nacional». Embora os jornais procurassem, no dia seguinte, disfarçar a encenação, assegurando que Ribeiro e Castro obtivera uma vitória confortável, as televisões já haviam mostrado uma falha imperdoável da organização do evento: deixara os fios à vista das câmaras.

segunda-feira, maio 8

O homem que tem dois pulmões

A Bola atribui a responsabilidade pela derrota do Benfica em Paços de Ferreira a Edson, o «melhor em campo»: «Este internacional angolano não tem um pulmão, mas sim dois. Correu de igual forma, jogou com a mesma determinação, do primeiro ao último minuto.» Depois do controlo antidopping, não é chegado o momento de fazer radiografias no fim dos jogos?

domingo, maio 7

«E não é provável que chova tão cedo»

Que fazem os partidos na oposição? Nada. Aguardam com paciência que, no futuro, lhes seja passado um cheque em branco. Por isso, têm, durante a travessia do deserto, líderes transitórios, uma espécie de artistas que fazem as primeiras partes dos concertos. Tive, em tempos, uma conversa com o Filipe sobre esta questão — que durou três ou quatro posts.

Vasco Pulido Valente retomou ontem o tema:

Colocada nestes termos, trata-se de uma conversa armadilhada: a política cede o lugar à «competência». Mas reflecte uma certa realidade: a dos gabinetes de estudo entre eleições, onde se amontoam resmas de jornais amarelados pelo tempo.

sexta-feira, maio 5

Saudade

É tempo de (re)começar a IV Série do Diário da República. Provavelmente, com uns treinos para ganhar ritmo.

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