terça-feira, agosto 15
May I?
sábado, maio 13
Segurança social debatida em Fátima
Pulo do Lomba
sexta-feira, maio 12
A Europa de saia travada
quarta-feira, maio 10
Varinha mágica
A forma e a substância
EL PAIS abre un blog para los afectados por la estafa filatélica.
Antecipada a peregrinação ao Santuário
Freud visto de fora
Richard P. Feynman:
«(…) a psicanálise não é uma ciência: é quanto muito um processo médico, e talvez mais semelhante a coisa de curandeiros. Possui uma teoria sobre o que causa as doenças e outras coisas – muitos “espíritos”, etc.. O curandeiro tem uma teoria de que uma doença tal como a malária é causada por um espírito que vem pelo ar; ela não se cura agitando-se uma cobra sobre a cabeça do doente, mas o quinino ajuda no caso da malária. Por isso, se estiverem doentes, eu aconselharia que fossem ao curandeiro porque ele é o homem da tribo que mais conhece sobre a doença; por outro lado, os seus conhecimentos não são ciência. A psicanálise não tem sido cuidadosamente verificada pela experimentação, e não há modo de se descobrir uma lista do número de casos em que ela resultou, e do número de casos em que não resultou, etc..»
Seis Lições sobre os Fundamentos da Física, Presença, Lisboa, 2000, pp. 89-90
Louis Althusser:
«(…) antes de Marx, apenas dois grandes continentes tinham sido abertos ao conhecimento científico por cortes epistemológicos contínuos: o continente Matemáticas com os gregos (por Tales, ou o que o mito deste nome designa) e o continente Física (por Galileu e os seus sucessores). Uma ciência como a química iniciada pelo corte epistemológico de Lavoisier é uma ciência regional do continente física; toda a gente sabe agora que é aí que a química se insere. Uma ciência como a biologia que há apenas uma dezena de anos terminou a primeira fase do corte epistemológico iniciado por Darwin e Mendel, integrando-se na química molecular, entra também no continente física. A Lógica, na sua forma moderna, pertence ao continente Matemáticas, etc.. Em compensação é provável que a descoberta de Freud abra um novo continente, que apenas começámos a explorar.»
Lenine e a Filosofia, Estampa, Lisboa, 1970, pp. 31-32
terça-feira, maio 9
Quando os fios da marioneta estão à vista
segunda-feira, maio 8
O homem que tem dois pulmões
domingo, maio 7
«E não é provável que chova tão cedo»
Vasco Pulido Valente retomou ontem o tema:
«Dizem os peritos — citando Constâncio, Sampaio, Ferro, Nogueira, Marcelo e Barroso — que em Portugal não é possível fazer oposição. É de facto difícil, por falta de gente e dinheiro. Falta gente (capaz, claro) porque se enche o Parlamento de nulidades, que nem para contínuos servem. E falta dinheiro porque os militantes dão pouco e se espatifa estupidamente o que o Estado dá. (…) Claro que não sobra nada para um gabinete de estudos sério, e a sério, ou para uma verdadeira vigilância do Governo, que implica a recolha e análise de uma quantidade monstruosa de informação. Uma empresa gerida pelos mesmos princípios falia em dois dias.
Sem políticas e, portanto, sem política, a vida de um partido na oposição degenera inevitavelmente em questões pessoais, que — no seu melhor — reflectem intrigas de “grupo”, de região ou de clientelas. Não existe um “centro” (uma ideologia, uma “sensibilidade”, uma história, uma doutrina, um programa) capaz de unir seja quem for a seja quem for. Existem dúzias de pequenos caudilhos, que manobram por uma posição favorável na altura certa. Infelizmente até 2008, há muito tempo para manobrar e, manobrando, para demolir qualquer hipotética confiança num partido ou num líder. A eleição no PSD e o congresso do CDS são rituais meio primitivos de um ano de seca. E não é provável que chova tão cedo.»